Integração de pequenas cidades ao conceito de cidades inteligentes: Desafios, oportunidades e estratégias de implementação

Dados, Informação e Conhecimento
Bianca Auxiliadora Silva Tagliari Marquetti
Claiton Souza Cavalcante

Mestrando em Contabilidade. Membro do Instituto dos Contadores do Brasil (ICBR) e da Academia Mato-Grossense de Ciências Contábeis (AMACIC). Escritor. Servidor do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

Resumo

O presente artigo aborda a integração de pequenas cidades brasileiras ao conceito de Cidades Inteligentes, destacando os desafios e as estratégias para a implementação de tecnologias sustentáveis e inclusivas. Fundamentado em revisão sistemática da literatura nacional e internacional, o estudo adota abordagem qualitativa e exploratório-descritiva, analisando dimensões críticas como conectividade, governança de dados, financiamento e capital humano. Os resultados apontam que, embora as pequenas cidades enfrentem limitações estruturais e orçamentárias, é possível alcançar avanços por meio de estratégias de baixo custo e alto impacto. A implementação de soluções tecnológicas, o uso de padrões abertos, e o fortalecimento da governança participativa figuram como caminhos essenciais para reduzir desigualdades territoriais e otimizar a gestão pública. A aplicação de indicadores da norma ISO 37120 emerge como instrumentos indispensáveis de transparência e eficiência. O estudo destaca o papel da inteligência artificial como aliada na automação de processos e na melhoria dos serviços públicos locais, desde que acompanhada de salvaguardas éticas, auditorias de algoritmos e explicabilidade. Casos práticos nacionais e internacionais evidenciam que o êxito das cidades inteligentes de pequeno porte depende menos de grandes investimentos tecnológicos e mais da integração entre gestores, universidades, empresas e sociedade civil. Conclui-se que o modelo de cidade inteligente adaptado à escala das pequenas localidades deve priorizar a inclusão digital, a educação cívica e o uso ético de dados públicos. O estudo contribui para o debate sobre governança digital, apontando diretrizes de política pública e oportunidades de pesquisa sobre a relação entre tecnologia, eficiência fiscal e desenvolvimento humano.

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