Presidente do IRB destaca papel do controle social e defende uso ético da inteligência artificial em entrevista à Band Bahia

Gustavo Rozário Santana

O fortalecimento do controle social, os impactos da inteligência artificial na fiscalização das contas públicas e a necessidade de aproximar o cidadão dos órgãos de controle estiveram entre os temas abordados pelo presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), conselheiro Inaldo Araújo, durante entrevista concedida nesta sexta-feira (5) ao podcast Pare & Escreva, apresentado por Daiana Paixão e transmitido ao vivo pelo canal da Band Bahia no YouTube. (Clique aqui para assistir)

Ao apresentar o convidado, Daiana destacou sua trajetória como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA), professor e dirigente do IRB. A apresentadora ressaltou a contribuição de Inaldo para as áreas de controle e gestão pública e lembrou a relevância do tema para profissionais das ciências sociais aplicadas. Ao falar sobre sua própria trajetória, o entrevistado afirmou que acumula mais de quatro décadas de atuação no serviço público, sempre orientado pelo compromisso de contribuir para a melhoria da vida da população. “Sou contador, professor há muito tempo e servidor público há mais de 40 anos, sempre com a proposta de fazer o bem, trabalhar muito e contribuir para melhorar a vida daqueles que mais precisam”, afirmou.

Questionado sobre o papel do Instituto Rui Barbosa no fortalecimento da gestão pública, Inaldo Araújo explicou que a entidade reúne 25 comitês técnicos voltados a áreas estratégicas, como primeira infância, saúde, educação, segurança pública e inteligência artificial. Segundo ele, o trabalho desenvolvido pelo Instituto envolve pesquisas, produção de conhecimento, publicações e a realização de eventos nacionais e internacionais voltados ao aperfeiçoamento do controle externo. Para o presidente, é fundamental que a sociedade compreenda a importância dos órgãos de fiscalização. “É preciso conhecer o controle e valorizar o controle para que possamos melhorar a prestação de contas no Brasil”, disse.

Durante a conversa, Daiana observou que a transformação digital tem provocado mudanças profundas em diferentes setores e perguntou como os órgãos de controle têm enfrentado esse cenário. Em resposta, Inaldo destacou que a inteligência artificial já está presente em diversas atividades e tende a ocupar espaço crescente também na administração pública. Ele defendeu a incorporação das novas ferramentas ao cotidiano das instituições, desde que respeitados princípios éticos e mecanismos que garantam a rastreabilidade das informações produzidas. “A inteligência artificial é uma ferramenta para nos ajudar. Deve servir como asa, nunca como muleta”, afirmou.

Daiana Paixão também chamou atenção para a importância da educação cidadã na construção de uma sociedade mais transparente. Ao comentar o tema, o presidente do IRB lembrou que a Constituição Federal consolidou os papéis do controle externo, do controle interno e do controle social, mas observou que a participação da população depende do acesso a informações qualificadas. Segundo ele, o Instituto tem buscado ampliar esse diálogo por meio de parcerias com universidades brasileiras e estrangeiras, além da disseminação de conhecimento técnico para auditores, gestores e cidadãos. “O controle social só se materializa com informação e informação de qualidade”, ressaltou.

Ao longo da entrevista, Inaldo também comentou a intensa agenda institucional do IRB em diferentes estados e países. Em tom descontraído, agradeceu o convite para participar do programa e destacou o esforço de Daiane Paixão para conduzir o podcast, mesmo em um período de feriado. Para ele, a dedicação a boas causas é parte essencial da missão de quem atua na vida pública. O presidente do IRB observou que o fortalecimento dos mecanismos de controle contribui diretamente para a melhoria dos serviços oferecidos à população, especialmente nas áreas de saúde, educação, mobilidade e segurança.

Nos momentos finais da conversa, a apresentadora pediu uma mensagem aos jovens que desejam construir uma carreira de excelência no serviço público. Inaldo respondeu que resumiria seu conselho em três verbos: aprender, sonhar e servir. Segundo ele, a estabilidade e a remuneração não devem ser os principais motivadores de quem ingressa na administração pública. “A essência do serviço público é servir ao público. É preciso aprender sempre, sonhar com um legado e oferecer à sociedade aquilo que ela espera de nós”, concluiu.

Assista abaixo a entrevista na íntegra.