Comitê Técnico de Segurança Pública participa de oficina sobre auditoria ágil no sistema prisional no Conacon

Gustavo Rozário Santana

Representantes do Comitê Técnico de Segurança Pública do Instituto Rui Barbosa (CTSP/IRB), do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) e do Tribunal de Contas da União (TCU) participaram, em Curitiba (PR), da oficina “Auditoria ágil no sistema prisional: como priorizar escopo”, realizada durante o 9º Congresso Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (Conacon).

A atividade aconteceu no dia 20 de agosto de 2026, na Universidade Positivo, e foi conduzida pelos Auditores de Controle Externo Ricardo Pessoa, do TCE-CE, representando o Comitê Técnico de Segurança Pública do IRB, Leonardo Loriato e Victor Hugo Martins, do TCU.

Como definir prioridades em auditorias no sistema prisional

A oficina foi voltada à discussão de estratégias para a definição e priorização do escopo de auditorias no sistema prisional, uma área marcada pela complexidade, pela multiplicidade de atores institucionais e pela necessidade de selecionar, entre diversos riscos e problemas, aqueles com maior relevância para o controle externo.

Durante a atividade, os instrutores compartilharam experiências sobre o uso de abordagens ágeis no planejamento de auditorias, com destaque para a aplicação do design thinking em oficinas realizadas com gestores e outros atores envolvidos na política pública.

A metodologia permite identificar, de forma estruturada e colaborativa, os principais problemas, riscos e pontos críticos do sistema prisional, auxiliando as equipes de auditoria a concentrar esforços nas questões com maior potencial de impacto.

A proposta é tornar o planejamento da fiscalização mais eficiente, conciliando profundidade da análise, adequada utilização dos recursos de auditoria e produção de resultados relevantes para a sociedade.

Cooperação entre TCE-CE, TCU e Comitê de Segurança Pública

A participação conjunta de representantes do TCE-CE, do TCU e do Comitê Técnico de Segurança Pública do IRB reforçou a importância da cooperação entre os Tribunais de Contas para o desenvolvimento e o compartilhamento de metodologias aplicáveis à fiscalização de políticas públicas complexas.

No caso do sistema prisional, a atuação do controle externo envolve questões que ultrapassam a análise estritamente financeira e alcançam temas relacionados à governança, planejamento, infraestrutura, saúde, educação, trabalho, reintegração social e articulação entre diferentes instituições.

Ao apresentar técnicas de priorização e planejamento aplicadas a esse contexto, a oficina mostrou como as auditorias podem ser mais focadas, orientadas a riscos e capazes de produzir recomendações com maior potencial de transformação.

A atividade integrou a programação técnica do 9º CONACON, realizado em Curitiba entre os dias 18 e 21 de agosto de 2026, e esteve alinhada ao tema central do Congresso: “Auditoria de Controle Externo que transforma: impacto social e simetria constitucional”.

A iniciativa também integra as ações do Comitê Técnico de Segurança Pública do IRB voltadas à capacitação de auditores, ao intercâmbio de experiências e ao fortalecimento da atuação dos Tribunais de Contas na avaliação das políticas públicas de segurança.

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