Representantes do Comitê Técnico de Segurança Pública do Instituto Rui Barbosa (CTSP/IRB), do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) e do Tribunal de Contas da União (TCU) participaram, em Curitiba (PR), da oficina “Auditoria ágil no sistema prisional: como priorizar escopo”, realizada durante o 9º Congresso Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (Conacon).
A atividade aconteceu no dia 20 de agosto de 2026, na Universidade Positivo, e foi conduzida pelos Auditores de Controle Externo Ricardo Pessoa, do TCE-CE, representando o Comitê Técnico de Segurança Pública do IRB, Leonardo Loriato e Victor Hugo Martins, do TCU.
Como definir prioridades em auditorias no sistema prisional
A oficina foi voltada à discussão de estratégias para a definição e priorização do escopo de auditorias no sistema prisional, uma área marcada pela complexidade, pela multiplicidade de atores institucionais e pela necessidade de selecionar, entre diversos riscos e problemas, aqueles com maior relevância para o controle externo.
Durante a atividade, os instrutores compartilharam experiências sobre o uso de abordagens ágeis no planejamento de auditorias, com destaque para a aplicação do design thinking em oficinas realizadas com gestores e outros atores envolvidos na política pública.
A metodologia permite identificar, de forma estruturada e colaborativa, os principais problemas, riscos e pontos críticos do sistema prisional, auxiliando as equipes de auditoria a concentrar esforços nas questões com maior potencial de impacto.
A proposta é tornar o planejamento da fiscalização mais eficiente, conciliando profundidade da análise, adequada utilização dos recursos de auditoria e produção de resultados relevantes para a sociedade.
Cooperação entre TCE-CE, TCU e Comitê de Segurança Pública
A participação conjunta de representantes do TCE-CE, do TCU e do Comitê Técnico de Segurança Pública do IRB reforçou a importância da cooperação entre os Tribunais de Contas para o desenvolvimento e o compartilhamento de metodologias aplicáveis à fiscalização de políticas públicas complexas.
No caso do sistema prisional, a atuação do controle externo envolve questões que ultrapassam a análise estritamente financeira e alcançam temas relacionados à governança, planejamento, infraestrutura, saúde, educação, trabalho, reintegração social e articulação entre diferentes instituições.
Ao apresentar técnicas de priorização e planejamento aplicadas a esse contexto, a oficina mostrou como as auditorias podem ser mais focadas, orientadas a riscos e capazes de produzir recomendações com maior potencial de transformação.
A atividade integrou a programação técnica do 9º CONACON, realizado em Curitiba entre os dias 18 e 21 de agosto de 2026, e esteve alinhada ao tema central do Congresso: “Auditoria de Controle Externo que transforma: impacto social e simetria constitucional”.
A iniciativa também integra as ações do Comitê Técnico de Segurança Pública do IRB voltadas à capacitação de auditores, ao intercâmbio de experiências e ao fortalecimento da atuação dos Tribunais de Contas na avaliação das políticas públicas de segurança.