Quatro auditores de controle externo dos Tribunais de Contas brasileiros foram selecionados para integrar a equipe do Conselho de Auditores da Organização das Nações Unidas (ONU). Hermes Murilo Câmara Azzi Melo, do TCE-RO; Juliana Coelho Bortoluzzi, do TCE-RS; Leandro Menezes Rodrigues, do TCE-PR; e Aline Selau Dall’Igna, do TCE-RS, representarão o controle externo brasileiro em uma das principais instâncias internacionais de auditoria.
Os quatro profissionais passam a integrar a equipe responsável pela realização de auditorias nas finanças de entidades das Nações Unidas, seus fundos, programas e missões de paz, além da elaboração de recomendações destinadas ao aprimoramento da gestão de recursos e da governança. Composto por Brasil, China e França, o grupo tem a missão de auditar 18 entidades e missões de paz.
Para o presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), conselheiro Inaldo Araújo, a seleção evidencia a qualificação dos profissionais que atuam no controle externo brasileiro e amplia a presença dos Tribunais de Contas em espaços internacionais.
“A indicação de auditores dos Tribunais de Contas federativos para integrarem a equipe de auditoria da ONU representa uma importante conquista para todo o Sistema de Controle Externo brasileiro. É o reconhecimento da qualidade técnica dos nossos profissionais e da capacidade dos Tribunais de Contas de contribuírem em espaços de relevância internacional. Estão de parabéns todos os atores que participaram e contribuíram para esse processo e, de maneira muito especial, os auditores agraciados com essa honrosa missão. Uma vitória que é deles, mas que também orgulha e engrandece todo o nosso Sistema”, destacou Inaldo Araújo.
O presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Edilson Silva, também ressaltou os efeitos da participação dos auditores para o fortalecimento institucional dos Tribunais de Contas.
“Além disso, promove o intercâmbio de boas práticas e estimula a aplicação de metodologias inovadoras de auditoria e controle externo, tanto no Brasil quanto no exterior”, afirmou Edilson Silva.