Há homens que passam pelo mundo; outros, porém, ajudam a redesenhá-lo. Entre esses, está Anísio Teixeira — um baiano de pensamento revolucionário, cuja vida foi dedicada a uma causa que transcende gerações: a educação.
Seguindo esse legado, a Corte de Contas baiana apresentou a Cartilha Cidadã em formato de desenho animado. A animação, que apresenta as Contas de Governo da Bahia do ano de 2024, da qual fui o relator, escolheu bem seu homenageado. Ao celebrar os 125 anos do educador, ela não recorda apenas um nome da história, mas revive uma ideia que permanece atual: a convicção de que o conhecimento é o principal instrumento de transformação social. Afinal, foi ele um dos maiores pensadores da educação pública deste país.
Por oportuno, deixo o link para que assistam à animação:
Anísio entendia que um país só cresce quando seu povo aprende. Ele nos brindou com uma frase que atravessou décadas: “educar é crescer”. E crescer, para ele, não era apenas acumular saberes, mas ampliar horizontes, formar cidadãos conscientes e construir uma sociedade mais justa. Por isso, parafraseando um trecho do artigo “Pai nosso…”, escrito pelo advogado, poeta, compositor e membro da Confraria dos Saberes, Walter Queiroz Jr., “Viva o legado do mestre Anísio Teixeira”.
A animação que o homenageia nos conduz exatamente por esse caminho. Mostra que governar bem também significa cuidar das pessoas, planejar o futuro e investir no que realmente transforma uma nação: o conhecimento. Cada dado apresentado, cada resultado exibido, parece dialogar com a própria visão de Anísio — a de que políticas públicas eficazes são aquelas que se orientam pelo bem comum e pela formação das novas gerações.
Ao longo da narrativa animada, percebe-se que números não são apenas números. Eles representam escolas que funcionam, oportunidades que surgem, jovens que encontram novos caminhos. Em outras palavras, representam o próprio ideal “anisiano” de uma educação que integra, acolhe e prepara para a vida.
Talvez por isso a homenagem seja tão significativa. Porque lembrar Anísio Teixeira não é apenas reverenciar um grande educador. É reafirmar um compromisso com o futuro. É reconhecer que o progresso de um povo começa na sala de aula, no professor que ensina, no aluno que descobre e na sociedade que acredita no poder do saber.
No fim das contas, a animação nos faz lembrar de algo simples, porém reflexivo: alguns homens escrevem livros, outros criam instituições, mas poucos conseguem plantar ideias que continuam germinando mesmo depois de sua partida.
Anísio Teixeira foi um desses raros semeadores de ação. E, como bom baiano, deixou na história deste país ainda desigual a marca de quem compreendeu que educar é, antes de tudo, fazer o país crescer.