IRB participa de evento da CNI e reforça papel dos relatórios de sustentabilidade na governança e no controle externo

Gustavo Rozário Santana

O presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), conselheiro Inaldo Araújo, participou nesta quarta-feira (1º), na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo, do evento “ESG na Indústria: Aprendizados e Perspectivas”, que reuniu representantes do setor produtivo, do mercado financeiro, da academia e de órgãos de controle para debater os desafios e as perspectivas da agenda ESG no Brasil.

Ao comentar o papel dos relatórios de sustentabilidade diante das recentes mudanças regulatórias, Inaldo Araújo afirmou que “os relatórios de sustentabilidade deixaram de ser apenas um instrumento de conformidade para se tornarem um elemento central de governança, gestão de riscos e transparência, com impacto direto na qualidade das decisões públicas e privadas”. Ele acrescentou que, mesmo com a flexibilização adotada pela CVM para companhias abertas, “no caso das empresas estatais, a obrigatoriedade permanece expressa na Lei nº 13.303/2016, o que reforça o dever de accountability, transparência e a importância do controle externo na análise dessas informações”.

O conselheiro destacou ainda que esses instrumentos ampliam a capacidade de avaliação das organizações ao integrar dimensões econômicas, sociais, ambientais e de governança. “Quando bem estruturados, os relatórios de sustentabilidade fortalecem a confiança institucional e aproximam o controle externo das melhores práticas internacionais”, afirmou.

Durante a agenda em São Paulo, Inaldo também aproveitou a ocasião para tratar de pautas institucionais com a vice-coordenadora de Relações Internacionais do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS), Vânia Borgerth, e com Bárbara Salatiel, doutora em Ciências Políticas e especialista em relações governamentais, reforçando diálogos voltados ao fortalecimento da cooperação técnica, ao aprimoramento do ambiente regulatório e às interfaces entre governança pública, setor produtivo e políticas de transparência.

A programação do evento contou com abertura institucional, seguida do painel “Reportes de sustentabilidade: da prática ao relato ou do relato à prática?”, que discutiu a crescente relevância dos relatórios de sustentabilidade como instrumentos de transparência, gestão de riscos e suporte à tomada de decisão estratégica nas organizações.

Ao longo da manhã, também foram realizados debates sobre taxonomia sustentável e alinhamento com o mercado financeiro, além de discussões sobre investimentos verdes e os desafios da implementação da agenda ESG no ambiente empresarial e institucional brasileiro.

O encontro foi encerrado com sessão especial e brunch de networking, promovendo integração entre os participantes e aprofundamento das discussões sobre sustentabilidade, governança e desenvolvimento sustentável no país.