OISC/CPLP confirma a adesão do IRB como membro observador

Gustavo Rozário Santana

Em assembleia realizada nesta quarta-feira (13.05), o Instituto Rui Barbosa foi admitido como membro observador da Organização das Instituições Superiores de Controle da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A decisão reforça a integração entre as instituições de controle dos países lusófonos e amplia a cooperação técnica internacional voltada ao fortalecimento da fiscalização dos recursos públicos.

Criada em 1995, a OISC/CPLP tem como objetivo promover o desenvolvimento e o aperfeiçoamento das instituições superiores de controle por meio da troca de experiências, capacitação técnica e atuação colaborativa entre os países de língua portuguesa.

Com a adesão do IRB, as instituições passam a ampliar o intercâmbio de conhecimento e boas práticas, estimulando ações conjuntas de fortalecimento institucional e modernização do controle externo. A iniciativa também busca gerar benefícios diretos para as sociedades representadas pelas respectivas instituições de fiscalização.

Ao comentar a admissão do IRB como membro observador, o presidente do Instituto Rui Barbosa, Inaldo Araújo, destacou o simbolismo da aproximação entre os países de língua portuguesa e o fortalecimento do controle público internacional. “Muito obrigado por esse gesto tão nobre que a OISC-CPLP promove em relação ao controle externo brasileiro. O Instituto Rui Barbosa, a Atricon e a Abracom sentem-se realmente prestigiados por essa decisão de nos reconhecer como membros observadores, unindo ainda mais os nossos povos”.

Segundo ele, a relação histórica, cultural e linguística entre os países ganha agora uma nova dimensão por meio da cooperação entre os órgãos de controle. “Estamos muito felizes pelo reconhecimento e pela inserção como membros observadores e seguimos juntos para fortalecer ainda mais o controle público nos países de língua portuguesa”, completou.

O presidente do Tribunal de Contas de Cabo Verde, João Silva, destacou que a entrada do IRB fortalece a atuação conjunta das instituições de controle dos países lusófonos. Segundo ele, a adesão reforça os laços históricos, culturais e institucionais entre os povos de língua portuguesa e contribui para o fortalecimento do controle externo, da boa governança e da promoção de instituições públicas mais eficientes e próximas da sociedade. “Partilhamos plenamente da visão de que o controlo público deve ter sempre como propósito maior a melhoria da vida das pessoas e o fortalecimento das democracias”.

A entrada do IRB na organização também foi celebrada pelo ministro do Tribunal de Contas da União, Benjamin Zymler, que destacou a importância da participação brasileira na entidade. “Vocês são muito bem-vindos e vamos estreitar ainda mais os nossos laços. Parabéns pela gestão à frente do IRB”, declarou.

O presidente do Tribunal de Contas de São Tomé e Príncipe, Ricardinho Costa Alegre, também ressaltou o papel desempenhado pelo IRB no fortalecimento da cooperação internacional entre as instituições de controle. “Estamos muito gratos pelo empenho e pela união da nossa organização”, afirmou.

Já o presidente do Tribunal de Contas de Angola e da Organização das Instituições Superiores de Controle da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Sebastião Gunza, ressaltou que a adesão das entidades brasileiras representa um avanço para a organização e para o fortalecimento do controle externo nos países lusófonos. Segundo ele, a entrada do IRB, da Atricon e da Abracom trará “novos ventos, novo oxigênio e um crescimento diferenciado” para a OISC-CPLP. Gunza também destacou que a aproximação entre as instituições reforça os laços históricos, culturais e linguísticos entre os países de língua portuguesa. “Unidos somos verdadeiramente mais fortes”, concluiu.