Após três dias de debates, intercâmbio internacional e reflexões sobre os novos rumos do controle externo, o X Congresso Internacional de Controle e Políticas Públicas chegou ao fim, em Belo Horizonte, com um anúncio cercado de simbolismo e expectativa: a próxima edição do evento será realizada em Salvador.
O anúncio foi realizado nos momentos finais da programação, antes da leitura da Carta de Belo Horizonte, documento que reuniu as principais reflexões e diretrizes debatidas ao longo do congresso, e transformou o encerramento do evento em um momento de celebração e projeção de futuro para o Sistema de Controle Externo brasileiro.
Logo após a confirmação da capital baiana como sede do XI Congresso Internacional de Controle e Políticas Públicas, o público acompanhou a exibição de um vídeo institucional com imagens de Salvador, destacando suas paisagens históricas, manifestações culturais, patrimônio arquitetônico e a força simbólica de uma cidade reconhecida como um dos maiores centros culturais do país.
A peça audiovisual apresentou Salvador como um espaço onde “tradição e futuro caminham lado a lado” e definiu a capital baiana como uma cidade que sabe “acolher, conectar e inspirar” o mundo do controle público.
A escolha da Bahia também marca um novo capítulo para o Instituto Rui Barbosa. A edição de 2027 será a primeira realizada integralmente durante a gestão do presidente eleito em fevereiro de 2026, o conselheiro Inaldo Araújo, consolidando um ciclo institucional voltado ao fortalecimento do diálogo internacional, da governança pública e de um modelo de controle cada vez mais conectado à transformação social.
O presidente do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA), conselheiro Gildásio Penedo Filho, destacou o simbolismo da escolha de Salvador para sediar o encontro. “Primeiro por uma questão de justiça. Nada mais coerente do que realizarmos na Bahia, pelo TCE Bahia e TCM, o 11º Congresso Internacional de Controle e Políticas Públicas, prestigiando o Instituto Rui Barbosa e também a presidência do conselheiro Inaldo. Será um grande prazer receber todos. Não tenho dúvidas de que, assim como esta edição foi absolutamente exitosa, a Bahia se preparará para receber o Brasil com muito entusiasmo”, afirmou.
O vice-presidente do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM/BA), conselheiro Nelson Pellegrino, ressaltou a ligação histórica da Bahia com o patrono do Instituto Rui Barbosa e associou Salvador à diversidade, cultura e capacidade de diálogo. “A Bahia é a terra de Rui Barbosa. Nossa Escola de Contas leva o seu nome. E temos a honra de ver o IRB presidido por um grande baiano, o conselheiro Inaldo da Paixão Santos Araújo. A Bahia é a capital da cultura, da diversidade e do encontro entre ideias. Tenho certeza de que faremos um grande congresso, à altura dos encontros anteriores, contribuindo para a reflexão sobre os novos rumos do controle no Brasil e no mundo”, declarou Pellegrino.
Em seguida, já após o anúncio da próxima edição e antes da leitura da Carta de Belo Horizonte, o presidente do IRB protagonizou um dos momentos mais marcantes do encerramento. Em um texto autoral permeado por referências literárias e poéticas, Inaldo Araújo construiu uma espécie de diálogo onírico com Carlos Drummond de Andrade, refletindo sobre memória, sonhos, cidadania e o papel transformador do controle público.
Na narrativa, ambientada simbolicamente em Minas Gerais, terra de Drummond, o presidente do Instituto conversava com o poeta sobre poesia, esperança e a necessidade de preservar a sensibilidade humana mesmo diante dos desafios institucionais e sociais. “Fazemos parte de um sistema que acredita em sonhos, que acredita na vida, que trabalha com contas, mas sabe que é muito além das contas”, afirmou.
Ao defender um controle público voltado às pessoas, Inaldo associou a atuação dos Tribunais de Contas à promoção da justiça social, da liberdade e da dignidade humana “Precisamos de um controle para cuidar de gente. Um controle pela cidadania”, declarou.
Sob aplausos do auditório e diante das imagens da capital baiana projetadas no telão do evento, Salvador foi oficialmente apresentada como o próximo ponto de encontro do controle público brasileiro, uma edição que já nasce cercada de expectativa, simbolismo e da promessa de aprofundar o diálogo internacional em torno das políticas públicas, da governança e da transformação social.
