Sebastião Helvecio defende atuação integrada e novas abordagens para o controle público

Gustavo Rozário Santana

O vice-presidente de Desenvolvimento e Políticas Públicas do Instituto Rui Barbosa (IRB), conselheiro Sebastião Helvecio, representou o Instituto, nesta quinta-feira (17.9), no segundo dia do XXII Encontro Nacional de Controle Interno, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, defendeu a integração entre as instâncias interna e externa de fiscalização para melhorar a gestão pública e os resultados entregues à sociedade.

O representante do IRB participou do painel “Travessia para um Controle (Interno) Fora da Caixa”, coordenado pelo presidente do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci) e controlador-geral do Município de Belo Horizonte, Leonardo Ferraz. Completaram o painel o advogado e consultor jurídico Luciano Ferraz e a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo (IBDA), Cristiana Fortini.

Em sua exposição, Sebastião Helvecio recorreu à Teoria Geral dos Sistemas, de Ludwig von Bertalanffy, para abordar a articulação entre os diferentes componentes da administração pública. Ao relacionar o conceito ao sistema de controle interno previsto na Constituição Federal, defendeu maior sinergia entre as instituições. “O que precisamos é fazer com que controle interno e controle externo trabalhem de forma sinérgica em favor de uma administração pública melhor, capaz de transformar a vida das pessoas. A informação produzida deve qualificar a tomada de decisão”, afirmou.

Helvecio também apresentou o modelo de auditoria alotrópica, utilizando as formas do carbono para identificar os perfis de auditor grafite, diamante e grafeno. Segundo ele, a tipologia não representa uma classificação estática dos profissionais, mas um compromisso com a geração de conhecimento capaz de contribuir para as decisões do gestor. Ao final, citou a canção “Epitáfio”, dos Titãs, para refletir sobre o uso do tempo e a necessidade de avançar da identificação do erro para a prevenção e a correção sistêmica, e da informação produzida para a inteligência utilizada pela gestão.

“Caminhamos da ideia do controle como barreira para o controle como capacidade institucional. Isso significa compreender o sistema, antecipar problemas e produzir conhecimento útil à tomada de decisão”, destacou.

A participação no painel marcou a presença do IRB no segundo e último dia do encontro, promovido pelo Conaci e parceiros nos dias 16 e 17 de setembro. Com o tema “Inovação, integração e excelência para um Brasil mais íntegro”, a programação reuniu representantes de instituições públicas e especialistas para discutir caminhos de aprimoramento da gestão e das atividades de fiscalização.