O Monitoramento do Planejamento Estratégico dos Tribunais de Contas

A elaboração de um Planejamento Estratégico, instrumento fundamental ao desenvolvimento organizacional de qualquer instituição, já é uma prática bastante consolidada nos tribunais de contas brasileiros. Embora o exercício de elaboração seja de suma importância, o acompanhamento de sua execução e monitoramento das ações é imprescindível para o cumprimento de seus objetivos institucionais. Saiba como esse acompanhamento é feito nas Cortes de Contas na matéria de hoje:

 

O que é planejamento estratégico?

Com o início de um novo ano, diversos tribunais de contas brasileiros passaram a atualizar e definir os planos de ação para 2021, e assim dar continuidade ao Planejamento Estratégico das entidades.

O Instituto Rui Barbosa já apresentou parte do processo e importância do Planejamento estratégico para atividades de Controle e Tribunais de Contas, com enfoque na participação da sociedade na construção conjunta de uma melhor administração pública. Confira a matéria completa clicando abaixo:

Planejamento Estratégico dos Tribunais de Contas

 

Resumidamente, o planejamento estratégico é um instrumento da área de gestão de administração, que permite definir ações para o alcance dos objetivos de uma instituição – privada ou pública – por meio de um processo sistêmico de análise de cenários e definição de metas.

O Planejamento estratégico é montado de forma a esclarecer os objetivos das organizações e estabelecer suas ações prioritárias, assim como realizar esforços de diagnóstico do ambiente interno e externo. Além disso, o planejamento também estabelece diretrizes, que guiam aos resultados esperados, para que a organização aproveite novos espaços e evite riscos, gerindo recursos com maior eficiência, eficácia e efetividade e com qualificação em sua atuação.

Planejamento estratégico nos Tribunais de Contas brasileiros

Nos Tribunais de Contas brasileiros, o planejamento estratégico passou a ser adotado de forma mais acentuada a partir do Programa de Modernização do Sistema de Controle Externo dos Estados, Distrito Federal e Municípios Brasileiros (PROMOEX), realizado entre 2006 e 2012.

Dentre as ações do PROMEX, que foram coordenadas pelo IRB, estava estipulação de metas em relação às atividades de aprimoramento do controle gerencial, por meio de planejamento estratégico. Todos os Tribunas de contas participantes do Promoex passaram, portanto, a implementar o PE internamente.

O ponto cerne que orienta o planejamento, portanto, é a busca de eficiência administrativa e efetividade nas ações de controle como forma de promover a excelência na prestação de serviços ao cidadão.

O aprimoramento de importante instrumento institucional também inclui controle e avaliação constante dos resultados, uma vez que os esforços de planejamento e monitoramento possuem uma relação de interdependência, ou seja, necessitam do diálogo permanente entre si.

Isso se dá devido ao fato que o planejamento pode ser entendido como uma tomada de decisão da entidade, que escolhe o caminho que deseja trilhar no futuro. O futuro, claramente, é incerto e envolve riscos, além de mudanças de cenário que não foram previstas. Portanto, é possível que as decisões do Planejamento estratégico não se realizem, e por isso o controle e acompanhamento das metas se mostra fundamental para garantir o bom desempenho da instituição perante adversidades.

Tribunal de Contas de Minas Gerais lança plano estratégico 2021-2016

No dia 12 de fevereiro de 2021 irá acontecer o fechamento da série de webinários “Tribunal do Futuro” do TCE-MG, com o lançamento da Estratégia 2026.

Clique na imagem para mais informações.

A série Tribunal do Futuro foi realizada com apoio do Instituto Rui Barbosa – IRB – e a participação de renomados especialistas no cenário nacional e internacional, que abordaram temas relevantes sobre as perspectivas do controle externo da gestão pública em tempos de constante transformação, iniciando com discussões sobre a atuação colaborativa dos Tribunais frente à pandemia, passando pela tecnologia, inteligência artificial e avaliação de políticas públicas pelos órgãos de controle externo, até a Agenda 2030 da ONU.

A última edição do evento irá ser transmitida pelo Youtube, e a palestra inicial abordará as estratégias, tendências e convergências do controle externo no cenário pós-pandemia.

Considerando que as discussões promovidas no TRIBUNAL DO FUTURO constituem parte dos trabalhos de formulação do novo Plano Estratégico do TCEMG, serão apresentadas, ainda, palestras sobre o processo de construção da Estratégia 2026, por meio de importante parceria com a academia, bem como os resultados alcançados e o que foi planejado para os próximos seis anos. Por fim, o Tribunal convida a todos para a execução e efetiva realização do seu propósito de existência.

Saiba mais aqui.

Como monitorar o andamento do Planejamento estratégico?

Os Tribunais de Contas brasileiros utilizam diferentes sistemas de monitoramento de planejamento estratégico, que apresentam diferentes vantagens e desvantagens.

Durante a implementação das ações do PROMOEX referentes a planejamento, o Instituto Rui Barbosa, com o apoio do Grupo Temático de Planejamento Organizacional (GPL/PROMOEX), disponibilizou gratuitamente aos Tribunais de Contas o software Channel, para monitoramento da execução dos planos estratégicos.

A ferramenta foi adquirida com recursos do PROMOEX, com base nas especificações definidas a partir de uma oficina realizada com técnicos das áreas de informática e planejamento dos Tribunais de Contas, no TCE/BA. A ferramenta possibilitou a aferição dos resultados dos planos estratégicos, além de uniformizar conceitos e metodologias. No início de 2011, técnicos de 27 Tribunais estiveram reunidos em Brasília, no TCDF, onde receberam uma capacitação da empresa J Experts – desenvolvedora do programa – sobre a utilização do Channel.

O Tribunal de Contas do Município de São Paulo, visando coletar informações para auxiliar a tomada de decisão dos gestores do TCMSP, realizou uma consulta disponibilizada aos responsáveis das áreas de planejamento dos Tribunais. A consulta contou com questões relacionadas ao processo de escolha e implantação do software utilizado para monitoramento dos TCS, incluindo pontos positivos e negativos do sistema.

Participaram da consulta 24 Tribunais de Contas, dos quais dois não utilizam nenhum sistema para fazer o monitoramento do planejamento e dos projetos institucionais.

Confira o resumo gráfico da consulta realizada pelo TCM-SP abaixo:

Gráfico elaborado a partir do relatório realizado pelo TCM-SP.

Dos 22 tribunais em questão, 6 utilizam a plataforma Channel, fornecida pelo IRB durante o PROMOEX (com uma média de custo mensal de R$ 3.663,73). Em seguida, 3 tribunais de contas utilizam o Redmine (sem custo); 2 tribunais utilizam sistemas desenvolvidos internamente e 2 utilizam a plataforma Trello (sem custo).

Os sistemas utilizados tiveram as seguintes notas:

O relatório foi elaborado por Luciana Guerra, Marcelo Veiga e Marcos Kuniyoshi, do TCM-SP. Acesse o relatório completo aqui: TCMSP_-_Relatório_Consulta_TCs_-_Sistema_Monitoramento_-_2020-08

 

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