Instituto Rui Barbosa celebra 53 anos com vídeo que resgata sua história e homenageia diferentes gerações
Produção audiovisual reúne depoimentos de dirigentes e destaca a trajetória da Casa do Conhecimento dos Tribunais de Contas, marcada pela produção científica e pelo aperfeiçoamento do controle externo brasileiro.
O Instituto Rui Barbosa (IRB) completa 53 anos nesta segunda-feira (12.10) e marca a data com o lançamento de um vídeo que recupera sua história por meio de imagens de arquivo e depoimentos de dirigentes de diferentes gerações. A produção percorre a trajetória da instituição, fundada em 1973, e mostra como a Casa do Conhecimento dos Tribunais de Contas ampliou sua atuação na pesquisa, na formação de profissionais e no aperfeiçoamento do controle externo brasileiro.
A criação do IRB foi proposta em 1972 pelo conselheiro Nelson Marcondes do Amaral, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), durante o Congresso da Independência, e formalizada em 12 de outubro de 1973. Desde então, o Instituto ampliou sua atuação na produção científica, na capacitação de profissionais e na aproximação entre os Tribunais de Contas e as universidades. Ao longo de cinco décadas, diferentes gestões contribuíram para a consolidação de iniciativas como as Normas Brasileiras de Auditoria do Setor Público (NBASP), os Comitês Técnicos e os programas de pesquisa e formação.
O ex-presidente Edilberto Pontes, que esteve à frente do IRB nos biênios 2022/2023 e 2024/2025, relacionou a identidade da instituição à capacidade de produzir conhecimento e estabelecer conexões com universidades e pesquisadores. “Ser a Casa do Conhecimento é mais do que um mero slogan. É estar conectado com os grandes centros de pensamento do Brasil e internacionais. É a casa que faz conhecimento, é verbo, é ação”, afirmou. O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, também ressaltou a contribuição científica da entidade. “É o braço do controle externo que chega através da ciência, da academia, dos livros, das pesquisas”, destacou, ao reconhecer a importância desse conhecimento para o aperfeiçoamento do trabalho dos Tribunais de Contas.
Primeiro baiano a presidir o Instituto que leva o nome de Ruy Barbosa, Inaldo Araújo assumiu o cargo em 25 de fevereiro de 2026, após ser eleito por unanimidade pelos 33 Tribunais de Contas. Sua gestão tem ampliado a agenda de cooperação nacional e internacional, com iniciativas envolvendo instituições de países africanos de língua portuguesa, além de acordos com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Paideia Formação e Conexões Acadêmicas. Também se destacam a criação do Comitê Técnico de Assistência Social, presidido por Onélia Leite, e a realização de encontros como o X Congresso Internacional de Controle e Políticas Públicas, o ENAF-TC e o III Encontro Nacional da Primeira Infância. Ao comentar o aniversário, Inaldo atribuiu os avanços ao esforço coletivo das Cortes de Contas. “Quem merece todas as congratulações é o Sistema Tribunais de Contas do Brasil. Somos fortes quando estamos juntos, caminhando pela mesma trilha em prol do controle externo brasileiro, capacitando, informando, produzindo e distribuindo conhecimento. Esta é a nossa essência”, afirmou.
A produção editorial ganhou destaque com o lançamento do livro Marco Legal da Primeira Infância: Comentários à Lei nº 13.257/2016, de Vital Didonet, no ano em que a legislação completa uma década, e da obra Transparência, Controle Social e Participação Cidadã, publicada em português e espanhol, com experiências de 31 Tribunais de Contas brasileiros e 18 órgãos de controle externo da Argentina. O ex-presidente Sebastião Helvecio, atual vice-presidente de Desenvolvimento e Políticas Públicas do IRB, destacou a evolução da entidade na última década. “É um caminho que se fortalece cada vez mais na avaliação das políticas públicas, na busca de evidências, sempre com o sentido da capacitação e da disseminação do conhecimento para membros e jurisdicionados do Sistema de Contas do Brasil”, ressaltou.
Ao reunir imagens históricas e depoimentos de dirigentes que acompanharam diferentes momentos do IRB, o vídeo reconhece a contribuição de presidentes, conselheiros, auditores e servidores para a construção da instituição. A produção recupera uma história iniciada com a proposta de aproximar os Tribunais de Contas e que, 53 anos depois, reúne experiências de diferentes gerações em torno de um compromisso comum: produzir conhecimento para melhorar a fiscalização dos recursos públicos e a qualidade da gestão pública.
Reconhecimento dos Tribunais de Contas de língua portuguesa
As comemorações dos 53 anos do Instituto Rui Barbosa também receberam homenagens de representantes dos Tribunais de Contas de países de língua portuguesa. O presidente do Tribunal de Contas de Angola, juiz-conselheiro Sebastião Gunza, destacou o legado de Rui Barbosa e a importância da parceria com o IRB. “Somos verdadeiros seguidores do pensamento e do legado de Rui Barbosa”, afirmou, ao recordar o protocolo de cooperação firmado entre as duas instituições.
De Cabo Verde, o presidente do Tribunal de Contas, João da Cruz Silva, ressaltou a contribuição do Instituto para a formação, a investigação científica e a aproximação entre os órgãos de controle da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Também apontou a transformação digital, a auditoria operacional e a avaliação de políticas públicas como áreas de interesse para o aprofundamento dessa parceria.
O conselheiro José Tavares, ex-presidente do Tribunal de Contas de Portugal, que acompanha as atividades do IRB há mais de três décadas, destacou a projeção internacional da instituição. “O Instituto Rui Barbosa é verdadeiramente a Casa do Conhecimento dos Tribunais de Contas do Brasil, mas não só. É também uma instituição com grande impacto na comunidade internacional dos Tribunais de Contas”, declarou.
O presidente do Tribunal de Contas de São Tomé e Príncipe, juiz conselheiro Ricardino Costa Alegre, também se associou às homenagens, reconhecendo a contribuição do IRB para a circulação de conhecimentos entre as instituições brasileiras e da lusofonia. Em sua mensagem, a presidência da Corte reafirmou o compromisso de ampliar a cooperação com o Instituto.