Seminário reúne Tribunais de Contas para debater boas práticas na fiscalização de pessoal
O presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), conselheiro Inaldo Araújo, participou, nesta quarta-feira (7.10), da abertura do III Seminário de Boas Práticas de Fiscalização na Área de Pessoal, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), por meio da Escola de Contas Professor Severino Lopes de Oliveira, em parceria com o IRB. A abertura reuniu ainda o presidente do TCE/RN, conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes; o vice-presidente de Governança da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e presidente do Comitê Técnico das Corregedorias, Ouvidorias e Controles Interno e Social do IRB, conselheiro Gilberto Jales; e o diretor da Escola de Contas, Walter Fonseca.
Ao dar as boas-vindas aos participantes, Carlos Thompson Costa Fernandes destacou que os Tribunais de Contas atravessam um período de transformação, marcado pelo uso crescente de dados e novas tecnologias. Para o presidente do TCE/RN, a fiscalização de pessoal exige respostas cada vez mais rápidas diante das mudanças na administração pública. Ele ressaltou ainda a cooperação entre as instituições como um caminho para disseminar experiências bem-sucedidas e aperfeiçoar a atuação do sistema de controle externo.
O presidente do IRB, Inaldo Araújo, chamou a atenção para a dimensão humana da fiscalização de pessoal e propôs uma reflexão sobre a forma como esses recursos são tratados pela administração pública. “Quando tratamos de pessoal, usamos muitas vezes, até por uma linguagem contábil, a expressão ‘despesa com pessoal’. Mas eu gosto de pensar também em investimento. Não consigo imaginar áreas essenciais para a sociedade, como saúde, educação, segurança, Justiça e controle, sem o trabalho das pessoas. O Estado é, acima de tudo, um prestador de serviços. E só se prestam serviços com pessoas”, afirmou.
Inaldo também ressaltou a importância de fazer circular as experiências desenvolvidas pelos Tribunais de Contas e defendeu o registro do conhecimento produzido no seminário. “Quando uma experiência deixa de pertencer exclusivamente a quem a desenvolveu e passa a ser compartilhada, ela ganha outra dimensão. O que era uma solução local pode se transformar em conhecimento coletivo.” Para o presidente do IRB, essa troca contribui para que o controle externo acompanhe as transformações da administração pública e esteja preparado para novos desafios.
Gilberto Jales enfatizou a integração entre os Tribunais de Contas e a consolidação do trabalho em rede. “Não somos ilhas e hoje o trabalho em rede, capitaneado pelo IRB e pela Atricon, vem aproximando os Tribunais de Contas de todo o Brasil”, afirmou. Ele também defendeu uma atuação cada vez mais conectada aos resultados percebidos pela população. “Fazemos bem a fiscalização, as auditorias, mas vamos até o acórdão. O que a sociedade cobra é o resultado que mude positivamente as políticas públicas”, destacou.
Ao longo de dois dias, o seminário reúne auditores e técnicos de Tribunais de Contas de diferentes regiões do país. A programação aborda temas como monitoramento da acumulação de cargos, fiscalização de concursos públicos, controle concomitante de folhas de pagamento, automação de processos e aplicação da inteligência artificial nas atividades de controle.
Nesta quinta-feira (8.10), os debates prosseguem com experiências relacionadas à inteligência artificial aplicada à fiscalização preventiva de concursos, ao uso de agentes de IA na análise de atos de aposentadoria e pensão, à automatização do registro de admissões e à utilização de grandes modelos de linguagem (LLMs) no apoio às auditorias.
* Matéria elaborada com informações da Ascom do TCE/RN.

